Para os mais românticos, o artesanato tem muito a ver com uma forte sensibilidade, um senso criativo e paixão pelo que faz. Mas também reforça a identidade de um povo, a habilidade de mãos talentosas e enriquece a trajetória e o passado do nosso Piauí.
A arte santeira é considerada bem de inestimável valor cultural para a formação da identidade piauiense. Reconhecida como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No Piauí, a Arte Santeira se trata de um ofício e modo de fazer próprios e compreende um inestimável valor cultural. A criatividade em utilizar a madeira e outras matérias-prima a fim de retratar temáticas religiosas fez nascer o artesão santeiro, que detém o talento de expressar a cultura religiosa de seu povo através da arte tão estimada por nosso Piauí.
Consiste no processo de queima do barro ou argila em diferentes tipos de forno com alta temperatura ou secando as peças ao sol. A forma pode ser conseguida por modelagem à mão com a técnica de rolinhos, placas ou bolas de argila, ou de forma escultórica. Existem diversas argilas nas quais se podem adicionar outros elementos para obter maior plasticidade e coesão e ainda um bom cozimento. As queimas variam desde as primitivas, que atingem temperaturas mais baixas aos fornos "modernos" ou "antigos" de altas temperaturas.
A Opala se subdivide em três grupos: as opalas preciosas (ou nobres), as opalas de fogo amarelo-vermelhas e as opalas comuns. A opala preciosa é notável pelo jogo de cores produzido pela refração e reflexo da luz em sua substância incolor. Hoje, as maiores jazidas de opala no mundo se encontram na Austrália, seguida do Brasil. Precisamente, no município de Pedro II - PI, são encontradas as únicas minas de opalas preciosas no Brasil e nas Américas.
PALAVRA DO SUPERINTENDENTE
O artesanato piauiense é sem dúvidas uma das nossas maiores riquezas, além de ser uma prática cultural é também um resgate da nossa história e da nossa identidade. Ser artesão é ser um guardião das técnicas artesanais que falam sobre nossas origens, e por essa razão devemos valorizar o nosso artesanato.
- Superintendente do Artesanato Piauiense
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As inscrições acontecem até sexta-feira (27), e será ministrada pelo artesão Paulo Junior e oferece 12 vagas para formação de bordado livre.
A Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi) está com inscrições abertas para a oficina de bordado livre ministrada pelo artesão Paulo Junior, que será realizada no espaço da Casa do Artesão Design Mestre Albertino, em Teresina.
A atividade integra a programação desenvolvida no espaço a partir do chamamento público lançado em janeiro deste ano, que possibilita aos artesãos promoverem cursos e oficinas no local, ampliando as oportunidades de fortalecimento do setor artesanal no estado.
Com inscrições abertas até sexta-feira (27), a oficina será realizada nos dias 03 e 04 de março das 9h às 12h,totalizando 6 horas de formação. O investimento é de R$70,00 por participante, incluindo material e certificado, e a arrecadação será destinada integralmente ao artesão ministrante. Ao todo estão sendo disponíveis 12 vagas.
De acordo com a gerente da Casa do Artesão Design, Juliana Galvão, a iniciativa reforça o papel do espaço como um ambiente de valorização da produção artesanal no estado. “A Casa do Artesão é um espaço voltado não apenas para comercialização, mas também à formação e compartilhamento de saberes. Ao possibilitar que os próprios artesãos ministrem cursos, fortalecemos a cadeia produtiva e estimulamos a geração de renda”, destacou.
A proposta amplia a participação dos próprios artesãos no espaço, que além de produzir, também passam a compartilhar suas técnicas e experiências com o público. Um dos nomes à frente dessa nova etapa é o bordadeiro Paulo Junior.
Natural de Itainópolis (PI), o artesão desenvolve trabalhos em bordado livre, técnica que permite liberdade criativa na composição de desenhos, texturas e acabamentos. A oficina tem como proposta apresentar fundamentos e aplicações práticas da técnica, incentivando a expressão autoral e possibilidade de geração de renda por meio do artesanato.
Para o artesão, a iniciativa é uma forma de manter viva a tradição cultural da região e fortalecer a identidade artesanal do estado. “É muito importante para mim partilhar o conhecimento da técnica do bordado livre. Essa é uma cultura da nossa região, da nossa terra e a gente não pode deixar que ela se perca. Quando a gente ensina, mantém essa tradição viva. Poder ministrar essa oficina na Casa do Artesão é uma oportunidade muito significativa, porque fortalece o artesanato e dá voz ao nosso trabalho”, explica o artesão.
A abertura da mostra reuniu um público diverso que aprecia o artesanato piauiense.
A Casa do Artesão Design Mestre Albertino, localizada na Central de Artesanato Mestre Dezinho, abriu suas portas nesta sexta-feira (10) para o primeiro dia da exposição “Carpintaria Naval Artesanal em Escala Reduzida”, do artesão Ulisses Lima. Logo na estreia, o espaço recebeu um público diversificado, entre visitantes, apreciadores da arte e um grupo de estudantes do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) Professor Mariano da Silva Neto, do município de Jaicós, que participaram de uma visita cultural à capital.
A mostra, que segue até o dia 24 de outubro, apresenta miniaturas de embarcações tradicionais esculpidas em madeira, reproduzidas com impressionante realismo. Cada peça revela a grandeza da carpintaria naval artesanal — um saber tradicional que une técnica, paciência e amor pela arte. A delicadeza das formas e a precisão dos acabamentos encantam o olhar e conduzem o visitante por uma verdadeira viagem ao universo náutico.
O artesão Ulisses Lima comemorou a receptividade do público já no primeiro dia e destacou o caráter educativo do evento. “Cada embarcação que construo tem uma história. É uma alegria ver estudantes interessados em aprender sobre esse ofício, que envolve tanto conhecimento e amor pela arte. A exposição é também uma forma de educação cultural”, afirma.
Entre os visitantes, chamou atenção o grupo de alunos do CEJA Professor Mariano da Silva Neto, que veio de Jaicós especialmente para conhecer a exposição como parte do projeto ‘Passeio Cultural’ — uma iniciativa que busca proporcionar aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos uma experiência cultural em Teresina.
A coordenadora pedagógica Cimeire Sousa, responsável pelo grupo, ressaltou a importância da atividade. “Hoje nós estamos aqui uma visita à Teresina — um passeio cultural, na verdade. Esse projeto tem o objetivo de mostrar aos alunos a nossa capital por um ângulo diferenciado, porque a maioria deles que conhece Teresina vem apenas para resolver problemas de saúde. Dificilmente encontramos alguém que vem à capital para turismo. Então, pensamos nesse projeto para apresentar uma Teresina com outro olhar, com uma visão diferente. Hoje vamos fazer alguns passeios turísticos. Queremos que eles conheçam uma Teresina cheia de história, cultura e arte. A visita à Casa do Artesão é uma oportunidade de ampliar esse olhar”, destaca.
Durante a visita, os estudantes puderam interagir com o artesão, conhecer o processo de criação das miniaturas e compreender o valor da preservação das tradições manuais.
A Casa do Artesão Design Mestre Albertino abriga a Sala de Exposição, espaço dedicado a mostras, lançamentos e eventos culturais que valorizam o artesanato piauiense. A exposição “Carpintaria Naval Artesanal em Escala Reduzida” pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada gratuita.
A Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi) manifesta profundo pesar pelo falecimento da artesã Maria Moreira da Silva, carinhosamente conhecida como Tia Maria, uma das mais queridas e talentosas artesãs da Central de Artesanato Mestre Dezinho.
Desde 1985, Tia Maria encantava o público com sua delicadeza e maestria na arte do bordado, transformando linha, tecido e agulha em verdadeiras obras de arte. Seu trabalho, marcado pela sensibilidade e dedicação, inspirou gerações e se tornou símbolo da força e beleza do artesanato piauiense.
Neste momento de dor, a Sudarpi se solidariza com familiares, amigos, colegas artesãos e admiradores de Tia Maria, reconhecendo sua imensa contribuição para a preservação e valorização da cultura artesanal do Piauí.
Seu legado permanecerá vivo em cada ponto bordado e em cada lembrança de quem teve o privilégio de conhecê-la e aprender com sua arte.